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Sammy Kaye

Uma dobradinha valiosa do senhor Sammy Kaye. O disco da esquerda é mais moderno e alegre. Como indica José Cláudio Galizia na contracapa: "À Glória do Amor, é um disco repleto de momentos agradáveis, traduzidos por um grupo orquestral diretamente ligado à divulgação de um repertório internacional dos mais felizes". Acertou em cheio. A orquestra esbanja irreverência em diversos instrumentos. Tem até banjo, incomum nessas circunstâncias. 
No lado direito o negócio é muito mais comportado, tal como em um casamento ou baile de formatura. Aliás, As Mais Belas Valsas para Dançar é um perfeito álbum para essas ocasiões. As famosas e clássicas valsas do mundo estão ali em linda roupagem, chamando para a pista de dança, como deve ser. 

Dream Dancing Medley - Ray Anthony

Lindo disco! São 30 músicas emendadas em um clima absolutamente romântico, capaz de derreter o coração do mais bruto dos seres. Vontade de encontrar outros álbuns do senhor Ray Anthony por aí.


Radio Broadcast

Discos do final dos anos 70 com estórias do Tarzan, Sherlock Holmes e The Shadow. Bem legal para treinar um pouco o inglês.


Break Every Rule - Tina Turner

Os primeiros discos da Tina Turner são pérolas do soul. Quer ver quando ela decide dividir os vocais com seu ex marido. Aí mesmo a coisa pega. Infelizmente não tenho por aqui nenhum vinil desta época. Tenho que me contentar com o lançamento mais pop de 1986, que contou com a ajuda do Mark Knopfler. Aliás, é de autoria do próprio vocalista do Dire Strais a melhor música do disco, Overnight Sensation. Na minha opinião, pois a música que realmente bombou foi Typical Male. 

A wikipedia nos conta que "Em 1988 seu nome entrou para o Guiness Book, o livro dos recordes, como o maior show já feito por uma cantora solo. A artista reuniu 188 mil pessoas no Maracanã, no Rio de Janeiro para ver sua apresentação. O show foi transmitido para todo o mundo. Nesta época estava fazendo a turnê "Break Every Rule"."

De qualquer forma, suas incursões oitentistas, naquele conhecido formato comercial, não é o que mais me agrada. Mas sempre vale a pena ouvir uma voz tão poderosa como a de Anna Mae Bullock (Nutbush, 26 de novembro de 1939).


Christmas Sing-Along With Mitch

O natal já passou mas resolvi escutar um disco com esse tema. São músicas cantadas por um coral bem afinado, e que pega forte nos clássicos natalino. O encarte é um livreto com 7 páginas iguais contendo as letras. Pra família toda cantar junto.





Ray Conniff And The Singers ‎– Jean

Um dos vários Ray Connif que habitam minha coleção. Vale a pena conhecer um pouco desse maestro que teve uma relação musical muito próxima com o Brasil. Aqui não tem nenhuma música do Roberto Carlos, como ele gostava de gravar, mas dá pra ouvir coisas como Aquarius, da trilha sonora de Hair; I´ll Never Fall in Love Again, que fez sucesso com Elvis, Tom Jones e Carpenters; e ainda, com chave de ouro Spinning Wheel. Essa última, pura sonzeira, com suas empolgantes paradas e puro swingue.


Mahler Sinfonie Nr. 5

Sempre bom saber que existe o Discogs para nos dar uma luz sobre alguns discos que aparecem nas nossas mãos. A parte ópera é cantada pela Janet Baker. O maestro John Barbirolli comanda tudo de forma magistral, captando bem o espírito do compositor.

Essa edição alemã traz magnificamente impressa a música de Mahler. Compositor clássico que procura "romper os limites da tonalidade, pois que em muitas de suas obras há longos trechos que parecem não estar em tom algum. Outra característica marcante das obras de Mahler é um certo caráter sombrio, algumas vezes ligado ao funesto." De fato, tem de tudo um pouco na sua sinfonia número 5.

"Na opinião do crítico e historiador musical Deryck Cooke, a quinta sinfonia de Mahler possui caráter "esquizofrênico", já que nela, convivem perfeitamente separados o mais trágico e o mais alegre dos mundos. Consta de cinco movimentos, sendo os dois primeiros quase temáticos, explorando o lado trágico da vida. O primeiro movimento, uma escura marcha fúnebre, começa com uma fanfarra de trompetes que aparecerá repetidamente, dando-lhe uma atmosfera especial de inquietude e desolação. O segundo, um frenético allegro, muda completamente o espírito do movimento anterior; seu caráter histérico alterna com o de marcha fúnebre, onde ao final da exposição parece triunfar um relativo otimismo, para cair novamente na angústia e na escuridão. É no scherzo, do terceiro movimento, que surge com maior clareza o citado caráter esquizofrênico, em absoluta contradição com a atmosfera niilista anterior, saltamos, sem solução de continuidade, à visão mais alegre da vida. São dois modos de ver a existência impossível de reconciliar. Tanto o ländler como a valsa do trio estão, ainda com seu ar de nostalgia, muito longe do desespero inicial da sinfonia. O famoso adagietto para cordas e harpas, constituindo o Quarto movimento, é um remanso de paz entre a força do scherzo e do último movimento, estando impregnado de um desejo de distanciar-se das tensões e lutas para refugiar-se da solidão interior. O quinto movimento finale, parte de motivos populares, possuindo um caráter exuberante e alegre. Em seu clímax final recupera e funde o caráter angustiante dos primeiros dois movimentos com a alegria dos últimos, combinando assim os elementos tão díspares de escuridão e luz que convivem na Sinfonia."





I Do! I Do! The Story of a Marriage

Gravado em 1966, I Do I Do The Story of a Marriage é uma peça que narra a história de um casal, desde o dia que se conheceram, passando pela criação dos filhos e terminando em uma velhice feliz. Algumas músicas são cantadas pelos dois, outros apenas por "ele" ou "ela". 

Segundo a wiki, a história deles abrange cinquenta anos, de 1895 a 1945, na medida em que se concentra nos altos e baixos experimentados por Agnes e Michael ao longo de seu casamento. O cenário consiste unicamente em seu quarto, dominado pela grande cama de quatro palitos no centro.

Começou a ser apresentado na Broadway em 5 de dezembro de 1966 e terminou em 15 de junho de 1968, após 560 apresentações. Mary Martin e Robert Preston são os artistas do elenco original, e também os que tem suas vozes registradas nesse disco. Importante mencionar, ótimas vozes, cheias de emoção, humor e muito afinadas. "When the kids get married" é uma das mais divertidas. Eles cantam tudo o que querem fazer quando as crianças crescerem. Que casal não passa por isso?





Radio Advertising Bureau - Best Radio Commercials of the Year 1967

Um item deveras raro. Trata-se de propagandas de rádio de 1967. Se liga na lista de anunciantes que ganharam prêmios. Tem dois grandes (uma grande e um gigante, na verdade) ali no meio. Ambos fazendo propaganda de bebidas. A dela, a segunda mais conhecida do mundo, a dele, uma cerveja, porque ninguém é de ferro.

 A1 Coca-Cola - Vocals [Uncredited] – Petula Clark
A2 Cinzano
A3 Chun King
A4 Pan American
A5 Toyota
A6 Western Airlines
A7 Rockefeller For Governor
A8 Laura Scudder's Potato Chips
A9 Hoffman's Cup O' Gold Candy
A10 Midas Muffler
A11 World Journal Tribune
A12 New York Public Library
A13 Citizens For Clean Air
A14 Madison Motors
B1 Moulton Plumbing
B2 Best Fertilizer
B3 American Airlines
B4 Revlon Natural Wonder
B5 Pine State Hot Chocolate
B6 Palm Springs
B7 Schaefer Beer - Vocals [Uncredited] – Louis Armstrong
B8 7-Up
B9 Diet Pepsi
B10 Eastern Airlines
B11 Bayer Aspirin
B12 ABC-TV "Lolita"
B13 Mother's Foods
B14 Vita Foods


Make Way For Dionne Warwick

Finalizando os discos de Mrs Warwick. Na wikipedia diz que ela "é grande admiradora da música brasileira, e além de uma casa de veraneio na Bahia e outra no bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro Dionne apresenta-se com certa regularidade ao lado de intérpretes de renome, como Ivan Lins, Simone, Jorge Ben Jor, entre outros e comparecendo muitas vezes ao Programa do Jô e 3 vezes no Domingão do Faustão."

A parceria de Dionne e Burt rendeu. Aqui os destaques estão no lado B. Wishin' and Hopin' e a que vem logo na sequência, I Smiled Yesterday. Duas bonitinhas composições, com uma levada soul daquelas que nos obriga a um balanço. A levada de Get Rid of Him também chama atenção, com a participação mais intensa de outras vocalistas, parece uma conversa musicada. Simples e divertida. Esse é o terceiro disco de estúdio dela, lançado em 1964.

Definitivamente, dos que tenho dela aqui, esse é o melhor.






I´ll Never Fall in Love Again - Dionne Warwick

Em 1968 a prima da Whitney Houston emplacou essa que é uma das músicas mais conhecidas do Burt Bachrach e Hal David. Certamente uma das músicas mais coverizadas do mundo. Alguns dos que já passaram a mão nela:  

Ella Fitzgerald – Ella (1969)
Johnny Mathis – Love Theme from "Romeo and Juliet" (A Time for Us) (1969)
The Carpenters – Close to You (1970)
Wilson Simonal – México 70 (1970)
Dionne Warwick – I'll Never Fall in Love Again (1970)
Isaac Hayes – Black Moses (1971)[41]
Herb Alpert & The Tijuana Brass – Lost Treasures (a 2005 collection of recordings dating from 1962 to 1972)
Liza Minnelli – The Complete A&M Recordings (a 2008 collection of recordings dating from 1968 to 1972)
Bing Crosby - for his album At My Time of Life (1975).
Elvis Costello & Burt Bacharach – Austin Powers: The Spy Who Shagged Me: Music from the Motion Picture (1999)[51]
Ornella Vanoni (in Italian) – Sogni Proibiti (2002)[52]
Sitti – My Bossa Nova (2007)


Very Dionne - Dionne Warwick

Vamos continuar com a Dionne Warwick até porque esse disco tem uma pérola que vale menção. Da sua voz poderosa vem uma versão comovente de Yesterday. Convenhamos, cover é muito legal. Ainda mais quando transpõe gêneros e rótulos, como neste caso. É a segunda música do disco, mas só vendo no selo ou ouvindo para saber disso. A ordem da capa não representa a realidade, o que me parece que pode ser um resquício de jeitinho brasileiro.