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101 Strings

Não encontrarás melhor texto em português sobre essa orquestra do que o que está publicado na Consultoria do Rock. A Wikipedia só tem página em inglês e mandarin (?) sobre essa penca de músicos, alguns dos maiores do estilo "música de elevador". Por aqui tenho 5 discos deles. O que mais chama atenção é o de "música de filme erótico". Esse da bonitona aí embaixo não dá para ouvir com crianças na sala. O geme geme da moça é intercalado com composições onde um galanteador fica falando gracinhas para conquistar a fêmea. Uma espécie de porn music.

Os outros exemplares disponíveis no meu baú de música orquestral mostram bem como a banda ia de um lado para o outro. Seus mais de 100 discos abordam os mais diversos temas, como dá para perceber aí embaixo. A produção de lançamentos dessa franquia musical era alta e se utilizava de instrumentos valiosos, como informa a contra capa do disco onde eles tocam Burt Bacharat. Ali diz que só de instrumentos de cordas estavam investidos mais de meio milhão de dólares, com Stradivarius e Guaneris à disposição. 


Jerry Wilton e sua Orquestra

Outro band leader um tanto quanto obscuro, que não tem muito material publicado na internet. Nesse disco a alegria impera absoluta. As músicas, todas instrumentais, são tão animadas que em certos momentos até enjoam. Mas é interessante a quantidade de instrumentos que recebem espaço para solos. Essa variedade chama atenção e leva a crer que não são poucos os músicos participantes. Infelizmente não dá para saber pois a escassez de informação é latente. O encarte promocional e o sorriso da moça acabam sendo os elementos mais elucidativos do conjunto todo. Não há ano de prensagem impresso no selo ou na capa. Mas enfim, vale pelo alto astral. 

Terceiro Mundo

Rock com atitude e mensagem, mas com raras informações sobre a banda. Tão raras que não achei nenhuma. Mas vamos ao som. Abre com rock a la Barão Vermelho, mas com vocais femininos. Um lado mais comercial Contagia a segunda, com um cantor mais comedido. E logo depois é balada mesmo, como anuncia o título Desejo de Amor. A malícia vem a seguir, parecido com Blitz, até na voz. Fecha com Deixa, na qual o Ivan J Rôssa, com mais ajuda dos teclados, discorre sobre não julgarmos as nações pelas suas culturas. 

Uma das vocalistas abre o lado B com Magia do Amor. Certo que a galera é do bem e fez uma linda música. Naturalmente é do tipo hino ecológico, com ritmo mais brasileiro passa perfeita mensagem: "a ecologia é essencial à população". O Gosto do Pecado volta pra sacanagenzinha.  Essa Fulana dá uma exagerada na rima. Tropicalismo Noturno fecha os trabalhos com a mais eclética das canções, chamando todos os ritmos brasileiros. 


BL Som - Florianópolis

A Lagoa da Conceição, lindo bairro da nossa amada Floripa, também tem um local especial para aquela boa garimpada de discos. Encostada na pracinha, mais precisamente na Travessa Leopoldo João Santos 113, está a BL Som. Além de um bonito acervo de vinis e cds, também está disponível uma variedade de instrumentos musicais usados e acessórios.

Dá para achar coisas muito boas nas prateleiras. Mesmo dando uma passada muito rápida por lá, o que não me permitiu explorar com cuidado todas as possibilidades, vi pelo menos uma dúzia de discos que facilmente estaria na minha coleção. Um em especial me deixou abalado, só não direi qual é amigos leitores, pois em breve vou lá para capturá-lo. 

Mas deixo aqui a dica para que visitem o acervo do simpático Ben Hur. Certamente completa com chave de ouro um passeio nesse pedaço abençoada da Ilha de Santa Catarina.

Contatos:
Telefone 48 3371-0836 / Email blsomlagoa@hotmail.com




Selva de Pedra - Nacional e Internacional

Mais uma dupla de novela. Agora com um disco para os brasileiros e outro para os gringos. Interessante que nos dois volumes a última música é repetida, mas executada por dois artistas diferentes. No nacional Rock'n'Roll Lullaby ficou por conta do Freesounds, e no internacional por B.J. Thomas. Além disso tem The Cure, Elton John, Sade, Lulu Santos, Ivan Lins, Beto Guedes, e por aí vai... É Friboi, Tony Ramos? 😜




Metalmorphosis - English Dogs

Se o punk foi uma raiz para o thrash, a rapaziada do English Dogs seguiu caminho contrário. O começo da banda foi totalmente punk. Mas depois a coisa seguiu com sonoridade mais pesada e complexa. Conseguiu bem nesse EP de 1986, com três músicas. Fato é que que a cabeleira da galera chama atenção. Mostra bem como a influência entre estilos está além do som. Acho que com se esses cabelos eles queriam dizer que até o hair metal também serve de inspiração. 
😁


Vinil no Quadro

Olha só que legal essa ideia. Trata-se de uma moldura que armazena a capa, possibilitando que ela seja presa na parede e, ao mesmo tempo, permite facilmente acessar o disco de vinil.

Gostei muito do conceito, pois ele valoriza uma das partes mais legais dos vinis, que é a arte das capas. O perigo é a pessoa ouvir só os preferidos e esquecer dos outros... hehehe



Então, visite a página da Vinil no Quadro e prepare sua parede!


Hardwired... To Self-Destruct - Metallica

Graças a gentileza do amigo Tiago Melo, hora de ouvir a maior banda do mundo em sua atual plenitude. Baita disco! Sem mais comentários, por enquanto.  🤘🤘🤘

Voltando no tempo... Tirando os bichos da caixa!

Lojas de discos em Bogotá (Colômbia) - parte 3

Mais uma passagem pela capital colombiana, e claro, mais uma incursão vinílica. A primeira loja que vi discos foi sem querer, pois ela não estava no meu mapa. E só a achei porque eu tinha me perdido um pouco no caminho. 
A Panamericana parece que vende de tudo. Essa aí fica na Cra. 15 nº 72-14. Não entrei para conferir o que tinha e nem os preços. Mas tirei uma panorâmica meio torta do que estava na vitrine. Em qualquer lugar de lá se acha AC/DC.


Voltei para o caminho certo e achei o centro comercial Avenida Chile. Situado na Carrera 10, Calle 72, tem nada menos que três lojas que vendem discos.


A primeira e provavelmente mais famosa é a Tango. Outra filial da mesma rede que relatei nessa postagem. Ao contrário daquela, aqui não há discos usados.


A La Música foi uma surpresa. Não estava no meu mapa, mas surpreendeu pela variedade e qualidade do que oferece. Também apenas vinis novos.




Infelizmente os preços não são doces... Mas também não muito distantes do que se pratica no Brasil. Faça a conversão e comprove.


Por fim a Tornamesa, que era a única que eu achava que iria encontrar lá. Tem uma muito boa seleção e os melhores preços entre as visitadas. 






A loja está dividida em dois espaços diferentes. Na retro estão os discos e aparelhos, na outra livros e vinhos. Sabem combinar coisas boas, não?


No dia seguinte ainda deu tempo tempo de passar rapidamente no que acho ser o epicentro do vinil em Bogotá, o Centro Comercial Omni 19 (Carrera 8 #18-81). Em se tratando de garimpo é lá que a coisa acontece de verdade, por causa da quantidade de usados disponíveis.


A foto acima mostra uma pequeníssima amostra das raridades encontradas na loja do Vicente, de onde tirei o Jimi Hendrix abaixo. Disco em estado impecável, ótimo atendimento e uma conversa emocionada sobre a tragédia da Chapecoense.



A mão coçou mais uma vez, e também acabei saindo de lá com outro quase intocado disco do mestre. O Cry of Love veio da El Templo de la Música, que também tem um acervo magnífico, muito rock e preços justos.


Lojas de Discos da Rua Augusta

Recentemente tive a oportunidade de explorar as lojas de discos da rua Augusta, na fabulosa capital São Paulo. A primeira visita foi na Augusta Discos (n. 1368). Não haviam muitos vinis, mas o que estavam lá era de calibre. Pelo menos uns 10 do Elvis Presley estavam pendurados na parede, assim como vários posters enormes que chamam a atenção. Lá recebi o folder mostrado na última foto dessa postagem, e com ele desci até o número 560 da mesma rua.







Lá é que o bicho pega de verdade. A Discomania é, de fato, muito recheada. Para ver todo o acervo da loja há que se passar bastante tempo garimpando. A organização dos vinis é um pouco estranha, mas ao mesmo tempo eficaz. Tem uma sessão grande de discos nacionais de rock e pop usados por ordem alfabética e até por banda/artista para aqueles mais consagrados, o mesmo para importados do mesmo estilos. Também há vastas prateleiras de jazz, música latina, mpb e outros estilos. Alguns títulos estão em locais de pouco acesso, sinal que muitos tesouros se escondem por ali. Bom atendimento e preços variados, algumas coisas quase baratas (como um Hendrix importado de primeira prensagem por 80 reais) e outras mais altas do que deveriam (como um Presence, do Led Zeppelin, nacional e nem muito bem preservado por 120 reais).





Subindo a rua novamente, logo após atravessar a avenida Paulista, na rua ainda encontrei um ambulante com alguns discos expostos na rua. Não tirei foto, mas tinha um Jimmy Smith que coçou minhas mãos, só que o preço não estava convidativo. E depois de alguns metros achei a Sensorial Cervejas e Discos. A loja tem uma proposta interessante, e não poderia seria diferente, pois junta coisas que combinam muito: música, bar, comidas e bebida. Lá se vendem apenas discos novos, mas muito bem selecionados e com preço normal para nossos padrões brasileiros. Não tomei uma nem comprei nenhuma bolacha, mas certamente volto na primeira oportunidade.



Abaixo o panfleto que indica o endereço das duas primeiras das lojas postadas aqui e mais algumas outras da nossa grande metrópole do vinil.