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O garimpo de hoje

Os sábados de manhã no centro de Floripa estão propícios para o garimpo de vinis. Passei hoje lá e voltei com essas sete belezinhas aí. O Phil Woods e o Sam Most vieram das recheadas caixas da Tumba do Faraó. Indicados pelo dono da pirâmide, Felipe Nobre, foram comprados às cegas, pois eu não conhecia nenhum dos artistas. Indicações certeiras, que conquistaram lugar permanente no baú de jazz.

Os outros foram comprados com uma menina que eu esqueci de perguntar o nom, mas que também tinha várias coisas interessantes em exposição. Ray Charles não precisa explicação, só vem para somar com os outros que tenho desse monstro. O Dicró veio fazer par com outro disco dele que está por aqui, o Duro na Queda e sua capa durona. O Trini Lopez veio completar a dupla de álbuns latinos que ele lançou, pois até então só o volume 2 estava no baú. 

Pra finalizar os dois Rambos. O oficial é uma trilha do renomado Jerry Goldsmith. E a paródia fica por conta é do impagável Genival Lacerda. Mais um disco de forró para dar uma encorpada nesse estilo que ainda é raro por aqui.

A vinilança acabou em comilança no bar do Elói, no Mercado Público. Eu, Fran e Valen recomendamos o camarão deles. Graúdo e delicioso. O chopp verde, em homenagem a São Patrício, veio do bar da frente, o Beer Boss, que tem opções do néctar que merecem ser conferidas.

Shearing Today - George Shearing

Sir George Shearing foi um pianista britânico considerado uma "lenda do jazz" e tornou-se reconhecido pelo clássico "Lullaby of Birdland". Cego de nascença, começou a tocar piano aos três anos de idade. Foi influenciado por jazzistas como Teddy Wilson e Fats Waller.

Esse disco especificamente não me agradou muito, por isso acabou indo para a coleção do amigo Nello. Coincidência ou não, na mesma troca vinílica veio para mim outro álbum do mesmo artista. Esse sim, na minha modesta opinião, uma sonzeira de arrepiar. Mas isso é assunto para outra postagem... 


A quem pertence esse olhar charmoso?

Pistas. Ela nasceu na Inglaterra. Nesse disco canta apenas em francês. Já estrelou em filme que teve a trilha sonora comentada aqui no blog.

Romeo and Juliet (Trilha sonora)

Fui seco na música deste disco, composta pelo Nino Rota. Mas para minha surpresa há muito mais conversa do que canções. Confesso que ainda não tive paciência para "ouvir em inglês" e me envolver na história. Mesmo assim é possível entrar no clima por causa das vozes e do fundo musical a la italiano.

Les Brown Plays For The World Of The Young

Les Brown nasceu em 1942 na Pennsylvania. Foi clarinetista, saxofonista, líder de banda e compositor. Ele e sua banda de renome (Band of Renown) tocaram com grandes, como Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Nat "King" Cole e Tony Bennet. Recentemente esse ótimo disco foi embora do meu baú de jazz, considerando outras prioridades da coleção. Mas como não raramente acontece, bateu saudade, por isso já estou providenciando a chegada de um irmão gêmeo...

Tourism - Roxette

Originária da Suécia, a dupla Roxette, formada por Marie Fredriksson e Per Gessle, faz um pop rock (muito mais pop, diga-se de passagem) básico e algumas vezes bastante pegajoso. Tourism é o quarto álbum deles. Lançado em 1992, é interessante por trazer gravações de músicas conhecidas e outra inéditas em locais inusitados. Alguns registros são ao vivo, outros em estúdio e algumas coisa até mesmo em um quarto de hotel em Buenos Aires. Como eles ressaltam na própria capa, não se trata de um disco ao vivo, mas de um disco de turnê, que incluiu São Paulo, Rio de Janeiro, Copenhague, Estocolmo e outras cidades. Particularmente não me agrada muito, mas é certo que baladas como "It Must Have Been Love" já fez muita gente chorar de emoção por aí.



Nino Rota

A coleção de Nino Rota vai ganhando corpo.

Lisztomania (Trilha sonora)

Vamos de trilha sonora, vinda diretamente da coleção do Nello. Lisztomania é um filme de 1975 escrito e dirigido por Ken Russell. Retrata a vida do compositor húngaro Franz Liszt, contando no elenco com Roger Daltrey (vocalista da banda The Who), o ex Beatle Ringo Starr, Oliver Reed e o mostro Rick Wakeman (da banda Yes). 

Foi esse último que adaptou a música de Liszt e Wagner para o filme. A contracapa ressalta que todo os trechos musicais são baseados na obra deste compositor e exímio pianista clássico nascido em 1811. O resultado foi muito interessante. Algumas partes parecem preservar fielmente a construção e sonoridade original das composições, mas no meio disso surgem criativas misturas com estilos mais atuais. Mesclagem que obviamente seria bem feita por músicos dessa envergadura.

Segundo os produtores do álbum, Franz também foi um dos primeiros ídolos da música, tendo começado a correr toda a Europa com sua música desde os 12 anos, enchendo salas de concerto e o olhar das meninas que sempre o queriam por perto. Esse foi um dos motivos do filme ter escolhido um ídolo do rock para interpretá-lo. Após 150 anos o mundo havia mudado, mas algumas coisas continuam sempre as mesmas... 

Só falta assistir o filme mesmo... hehehe 

Windsong - John Denver

Windsong é o nono álbum do artista de folk/country John Denver, lançado em 1975. Não conheço nada além desse disco, pois o folk, principalmente, não é um dos meus estilos preferidos. A Wikipedia lembra que ele "não foi reconhecido apenas por sua qualidade como músico, mas também por seu trabalho humanitário, em projetos de conservação de fauna, no Alasca, assim como em iniciativas contra a fome na África". Se não pela sua música, por sua atitude positiva em relação ao nosso planeta tens toda minha consideração, Mr. Denver.

The Martin-Coulter Marching Band

Em postagem passada mostrei alguns discos nos quais o estilo é marcha militar. O álbum abaixo também é de marchas, mas agora em uma levada bem mais alto astral do que os anteriores. Nada de música para embalar a guerra. O que o senhor Martin-Coulter faz é transformar músicas conhecidas em marchinhas bem humoradas e contagiantes. As mais legais são In The Summertime e I Cant Get No Satisfaction.

Pelotão, sentido!



Discos infantis e um manual

Presentão da família do meu grande amigo Luís Mauro. Um lote de discos, a maioria dedicadas às crianças. Histórias, música, vinis coloridos e pura diversão. Entre eles dois itens mais adultos da coleção criada pela Abril Cultural chamada "Música Popular Brasileira". Sinhô e Jorge Ben foram os que vieram junto com a molecada. 

Apesar dos discos serem voltados para o público infantil, é importante destacar a presença dos adultos em dois volumes especial. Nos dois "Arca de Noé" as músicas de Vinicius De Moraes ganham vida na voz de mais de 30 grande nomes da música brasileira.

Se liga na lista de peso:

VOLUME 1
–Chico Buarque e Milton Nascimento A Arca De Noé 4:10
–MPB 4* O Pato 2:38
–Elis Regina A Corujinha 2:19
–Alceu Valença A Foca 3:16
–Moraes Moreira As Abelhas 2:25
–Bebel* A Pulga 1:28
–Frenéticas Aula De Piano 2:50
–Fábio Jr. A Porta 3:15
–Boca Livre A Casa 2:20
–Ney Matogrosso São Francisco 2:25
Marina* O Gato 2:38
Walter Franco O Relógio 2:20
–Toquinho Menininha 2:54
–Mazola* Final Orquestrado 3:35

VOLUME 2
Dionisio Azevedo Abertura 3:31
–Raimundo Fagner O Leão (Inspirado Em William Blake) 2:27
–Toquinho O Pinguim 2:16
–As Frenéticas O Pintinho 2:50
–Elas & Tom Jobim* A Cachorrinha 1:17
–Jane Duboc O Girassol 3:10
–Boca Livre O Ar (O Vento) 2:56
–Elba Ramalho O Peru 2:33
–Grande Otelo O Porquinho 3:05
–Ney Matogrosso A Galinha D'Angola 2:38
–Clara Nunes A Formiga 2:40
–Céu Da Boca Os Bichinhos E O Homem 3:05
–Paulinho Da Viola O Filho Que Eu Quero Ter 4:30

De quebra ainda veio o manual do conjunto de som batizado de  hp-179B. Parece que ele vinha assim mesmo, com grampos e pronto. Mas não tenho certeza. De qualquer modo, um registro interessante dos manuais de tecnologia de décadas atrás. 






Olha aí a beleza do aparelho da Sony na sua propaganda gringa de época.